chaleiras elétricas de plástico

Recentemente, recebemos o seguinte questionamento via nosso site:

Tenho uma questão muito particular e agradeço muito se alguém puder esclarecer minha dúvida: adquiri uma chaleira elétrica de plástico, mas não sei se o material é confiável, ou se é cancerígeno… o material tem o selo do Inmetro e um selo UL.

A preocupação com os elementos, principalmente de plásticos, dos produtos que utilizamos no dia a dia é importante. Por isso, gostaríamos de aproveitar esse momento para esclarecer como funciona o processo de certificação das chaleiras e o que o INMETRO exige que seja testado e analisado pelo Organismo de Certificação de Produto (OCP), neste caso, a UL.

O produto é desenvolvido pelo fabricante e então o processo de certificação pode começar. A certificação é feita em um produto final e só pode ser produzido e comercializado após a certificação.

Quando o OCP começa o processo, mediante a solicitação do cliente, averiguamos o que o regulamento desenvolvido pelo INMETRO, chamados de Portaria, pede para este produto específico. Vale reforçar que nem todos os regulamentos do INMETRO são mandatórias, há processos voluntários.

Neste caso, a certificação de chaleiras é regida pela Portaria INMETRO 371:2009 que apresenta os requisitos de avaliação da conformidade para segurança de aparelhos eletrodomésticos e similares. Esta Portaria é mandatória. Isso significa que chaleiras elétricas vendidas sem o selo do INMETRO são irregulares.

A intenção principal da Portaria é verififcar se o produto funciona corretamente e não oferece riscos imediatos ao usuário. Para cumprir o que é estabelecido nesta Portaria, a OCP deve coordenar a avaliação e testes de diversos itens. Os principais itens avaliados são:

  • risco de choque elétrico
  • potência do produto
  • aquecimento
  • resistência a umidade
  • durabilidade
  • simulação de condições anormais. Por exempo, se os componentes elétricos de proteção forem desativados, temos que medir o que acontece. O mesmo vale para travamento de motor e outras condições que temos que testar.
  • riscos mecânicos. Por exemplo: se o produto cair no chão ou perder botões, ele apresenta algum risco ao usuário?
  • componentes elétricos

Além disso, a OCP também analisa se o manual do produto possui todas as instruções e orientações de segurança para o usuário. Tudo no produto deve ser “a prova” de erro do usuário. Ou seja, mesmo que a pessoa utilizando o produto faça algo errado, o produto não deve apresentar riscos que possam machucar o usuário.

No que tange os materiais utilizados  na fabricação do produto, plásticos e afins, a Portaria do INMETRO não determina nada específico a ser verificado. Porém, a ANVISA tem determinações específica para produtos que entram em contato com alimentos com parâmetros específicos. Estes ensaios devem ser conduzidos pelos fabricantes e importadores que, por sua vez, podem contratar laboratórios específicos para o serviço. Neste caso, cabe ao fabricante a busca por componentes que estejam de acordo com o que é necessário para o desenvolvimento do produto.