A UL, líder global em ciência da segurança, anuncia o lançamento de uma nova solução que apoia a adesão, homologação e implantação dos prestadores de serviços de pagamentos (PSPs) indiretos aos serviços e à infraestrutura técnica dos bancos liquidantes para integrarem o Pix, uma solução que abre novas possibilidades aos usuários e instituições brasileiras.

Contexto de mercado

O Pix, novo meio de pagamentos e transferências instantâneas desenvolvido pelo Banco Central (BC), entrará em vigor em 03 de novembro, já com o registro seguro das chaves de acesso liberado no mês anterior. De acordo com o regulamento do BC, os bancos com mais de 500 mil contas ativas devem aderir obrigatoriamente ao Pix nesta primeira onda.

Por outro lado, instituições financeiras não autorizadas ou que não optarem por se conectar diretamente à infraestrutura de liquidação do BC (SPI) – chamadas de participantes indiretos – precisarão atuar em conjunto com um participante direto, autorizado pelo BC. Ou seja, elas deverão se conectar a um banco liquidante, caso tenham interesse em fazer parte do arranjo Pix.

Adequação técnica

Para fazer parte do Pix, os PSPs indiretos deverão se conectar aos serviços e à infraestrutura dos bancos liquidantes. A adesão deve seguir os requisitos obrigatórios descritos no regulamento do BC, assim como a disponibilização e documentação das APIs e scripts de cibersegurança. A responsabilidade pelo funcionamento técnico dos participantes indiretos no Pix fica a cargo dos bancos parceiros.

O Regulamento do Bacen para o Pix inclusive prevê uma nova modalidade, para o chamado “liquidante especial”. Trata-se da instituição que tiver um caráter exclusivamente de prestador de serviço de “liquidação para outros participantes, não ofertando envio ou recebimento de um Pix a usuários finais.

“Como primeiro passo, a UL identifica as necessidades e os objetivos dos bancos liquidantes. Posteriormente, fazemos o alinhamento estratégico, compreendendo os protocolos técnicos dos bancos para abrir à participação de PSPs indiretos e mantendo suas operações funcionando normalmente”, relata Gustavo Correa, diretor comercial da divisão IMS (Gestão da Identidade e Segurança) da UL para a América Latina. “Os grandes benefícios para os bancos são a redução do time-to-market e inclusão em escala de participantes indiretos com qualidade e segurança.”

Após as implementações necessárias, e a documentação das APIs e dos requisitos de homologação, a UL apoia a elaboração dos Casos de Testes de Liquidação do SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneos), dos Casos de Testes para Base de Endereçamento do DICT (Diretório de Identificadores de Contas Transacionais), dos Casos de Testes para Homologação do aplicativo do PSP indireto, e a documentação dos requisitos funcionais, de segurança e de experiência do usuário (UX).

“O objetivo é tornarmos o processo mais rápido, acessível e eficiente para os bancos liquidantes”, comenta Carlos Correia, vice-presidente sênior e gerente geral da UL para a América Latina. “Através de metodologias, ferramentas e da nossa equipe especializada, a UL assume grande parte dos esforços necessários para a adesão e homologação dos PSPs indiretos, ajudando a garantir o funcionamento adequado deles no Pix.”